Mercado da soja apresenta preço em alta

As cotações futuras da soja na Bolsa de Chicago dão continuidade ao movimento de valorização nesta segunda semana de julho, estendendo os ganhos das sessões anteriores e testando as máximas das últimas sete semanas. Os dois primeiros vencimentos – julho e agosto – já operam na casa dos US$ 12,00 por bushel, enquanto o novembro – também alcançava este patamar.

O mercado internacional de oleaginosas vem sendo fortemente pressionado por dois fatores centrais: o clima preocupante no Corn Belt na segunda quinzena de julho e a retomada das compras da China nos Estados Unidos.

As previsões meteorológicas continuam apontando para um padrão de clima severo, seco e com temperaturas consideravelmente acima da média em regiões produtoras essenciais dos Estados Unidos. Esse cenário ocorre justamente em uma janela crítica para o desenvolvimento e definição de produtividade das lavouras americanas.

A preocupação com o estresse hídrico ganhou força após o último relatório de progresso de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), que reduziu o índice de lavouras em condições boas ou excelentes de 66% para 64%, fazendo com que os investidores corressem para precificar possíveis perdas produtivas. Ainda assim, os especialistas afirmam que os números não refletem as condições que podem ser mais agressivas a frente, em especial depois dos dias 10 e 11 de julho.

Além do fator climático, o mercado recebeu um fôlego extra com os relatos de que a China voltou a buscar ativamente ofertas de soja nos Estados Unidos. O reaquecimento da demanda do maior importador global do grão ajuda a sustentar a tendência firme de alta no terminal de Chicago.

Como reflexo direto das fortes altas internacionais na CBOT, o mercado físico brasileiro opera com viés positivo neste meio de semana. Os preços internos acompanham os ganhos internacionais, movimentando os portos nacionais — com a saca de soja ultrapassando os R$ 137,00 em Paranaguá em algumas posições — o que deve acelerar o ritmo das negociações no campo após um período de calmaria.

Fonte: Carla Mendes, Notícias Agrícolas

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